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A Verdadeira História, Revelações Impactantes de Luciana Barros

Conheça a verdadeira história por trás de Daniel Mastral, ex-satanista que chocou o Brasil. Luciana Barros, escritora e vítima de suas perseguições, revela detalhes inéditos sobre sua vida e legado. Conheça o livro que expõe essa narrativa.

5/8/202411 min read

CAPÍTULO 1

O INÍCIO

Uma tarde nublada do dia 9 de Março de 1967, nasce Rillian, paulistano, primeiro filho do casal Rose e Felipe. Cresceu em uma família de classe média baixa, que enfrentava constantes dificuldades financeiras, seu pai Felipe, era um homem trabalhador, mas o álcool o dominava, sua mãe Rose, uma dona de casa, fazia o possível para manter a família unida. Aos sete anos, Rillian era um menino cheio de energia e esperança, sempre buscando a atenção e o afeto do pai. Ele fazia de tudo para agradar Felipe, mas seus esforços eram em vão. Felipe, consumido pelo álcool, não demonstrava nenhum afeto, o que deixava Rillian triste e confuso.

Apesar da frieza do pai, Rillian encontrava consolo nos braços de sua mãe e na companhia de seus dois irmãos mais novos. Rose fazia o possível para preencher o vazio deixado pela ausência emocional de Felipe. Ela ensinava a Rillian e seus irmãos tudo aquilo que recebeu e tentava fazer o melhor que podia, tentando protegê-los das duras realidades da vida.

Conforme Rillian crescia, ele começou a questionar sua identidade e seu lugar na família. Determinado a conquistar a atenção do pai, Rillian embarcou em uma jornada de autodescoberta, enfrentando desafios e revelações que moldariam seu caráter e destino.

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Com o passar do tempo, a constante rejeição de Felipe começou a transformar a tristeza de Rillian em revolta. Ele sentia uma mistura de raiva e frustração que não sabia como expressar.

Era uma noite fria de inverno, Rillian, com apenas dez anos, estava sentado na pequena sala de estar, tentando fazer sua lição de casa à luz fraca de uma lâmpada. Seus irmãos mais novos, Lucas e Pedro, já estavam dormindo. Rose estava na cozinha, lavando a louça do jantar.

De repente, a porta da frente se abriu com um estrondo. Felipe entrou cambaleando, com o cheiro forte de álcool impregnando o ar.

Felipe: Rose! Cadê você, mulher?

Rose saiu da cozinha, enxugando as mãos no avental, e olhou para o marido com uma expressão de cansaço e resignação.

Rose: Felipe, você está bêbado de novo. Os meninos estão dormindo, por favor, não faça barulho.

Felipe: Eu trabalho o dia todo pra sustentar essa casa e você vem me dar lição de moral? (ele se aproxima de Rose, cambaleando) Onde está meu jantar?

Rillian observava a cena com raiva. Ele odiava ver a resignação de sua mãe diante da situação. Ele se levantou e foi até a cozinha, pegando um prato de comida para o pai.

Rillian: Aqui está, pai. Coma e vá dormir.

Felipe olhou para o filho com desdém, mas pegou o prato e se sentou à mesa, começando a comer de forma desajeitada. Rose suspirou e voltou para a cozinha,

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Enquanto Rillian se sentava novamente para terminar sua lição de casa.

Na manhã seguinte, Rillian acordou cedo. Ele sabia que seu pai ainda estaria dormindo, se recuperando da bebedeira da noite anterior. Ele foi até a cozinha, onde encontrou sua mãe preparando o café da manhã.

Rillian: Mãe, eu não aguento mais isso. O pai sempre chega bêbado e briga com você. Ele é o culpado por não termos dinheiro suficiente.

Rose olhou para o filho com tristeza, mas também com uma ponta de orgulho. Ela sabia que Rillian era diferente, que ele tinha uma ambição que poderia levá-lo longe (só não sabia o quão doentia era a mente de Rillian e qual seria o preço dessa ambição).

Rose: Rillian, eu sei que é difícil, mas ele é seu pai. Temos que ser fortes e cuidar uns dos outros.

Rillian: Eu não quero ser como ele. Vou ser alguém importante e nunca mais vou sofrer assim.

Rose sorriu e acariciou o rosto do filho.

Rose: Eu acredito em você, meu filho. Você tem um futuro brilhante pela frente.

Os anos passaram e Rillian cresceu, sempre com a mesma determinação de um dia sair da pobreza e viver uma vida luxuosa. Ele se destacava na escola, não porque se dedicava aos estudos, mas por sua incrível habilidade de manipular os colegas e professores para conseguir o que queria.

Maurício: (curioso) Rillian, como você consegue tirar boas notas?

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Rillian: (sorrindo) É simples, eu sei o que os professores querem ouvir, e sempre tem alguém para me “ajudar” nas provas, se é que você me entende kkk.

Maurício: (admirado) Você é incrível, Rillian!

Rillian: (com um brilho nos olhos) Pode apostar que sim. A rotina na casa de Rillian era marcada por constantes conflitos. Felipe, o pai, chegava bêbado quase todas as noites, e as brigas com Rose eram inevitáveis. Rillian, Lucas e Pedro, muitas vezes se trancavam no quarto para evitar o tumulto, mas Rillian sempre observava tudo com um olhar crítico e frio.

Felipe: Rose, onde está meu dinheiro? Eu sei que você esconde de mim!

Rose: Felipe, eu não escondo nada! O pouco que temos é para alimentar nossos filhos!

Felipe: Você sempre tem uma desculpa! (ele joga um copo contra a parede, quebrando-o). Rillian, ouvindo a discussão do quarto, se vira para seus irmãos mais novos.

Rillian: Vocês dois, fiquem aqui. Não saiam por nada. Lucas e Pedro, assustados, assentem em silêncio. Rillian sai do quarto e vai até a sala, onde encontra sua mãe chorando e seu pai furioso.

Rillian: Pai, por que você não vai dormir e nos deixa em paz? Felipe olha para Rillian com raiva, mas também com um certo medo. Ele sabia que Rillian não era mais uma criança indefesa.

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Felipe: Você não me diz o que fazer seu moleque, eu nem sei se você é mesmo meu filho!

Rillian: Alguém tem que fazer isso, já que você não é capaz de cuidar da sua própria família. Felipe, sem palavras, se vira e cambaleia até o quarto, batendo a porta atrás de si. Rose olha para Rillian com uma mistura de gratidão e preocupação.

Rose: Rillian, você não deveria falar assim com seu pai.

Rillian: Ele não é meu pai, afinal vive dizendo que não sou seu filho. Ele é apenas um peso morto que nos arrasta para baixo. Com o passar dos anos, a situação na casa de Rillian não melhorava. Felipe continuava a beber, e as brigas eram constantes. Rillian, por outro lado, se tornava cada vez mais revoltado e determinado a sair daquela vida. Ele começa a vender drogas na escola, sempre procurando maneiras de ganhar dinheiro fácil.

João: Rillian, você não tem medo de se meter em encrenca?

Rillian: Medo? Eu só tenho medo de acabar como meu pai. Eu vou fazer o que for preciso para sair dessa vida.

João: Você é doido Rillian, isso pode acabar mal.

Rillian: Eu sei o que estou fazendo. Uma noite, a situação chegou ao limite. Felipe, mais bêbado do que nunca, começou uma briga violenta com Rose. Rillian, agora com dezesseis anos, não aguentou mais.

Felipe: Você é uma inútil, Rose! Não serve para nada!

Rose: Felipe, por favor, pare!

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Rillian entrou na sala, furioso.

Rillian: Chega! Eu não vou mais permitir isso!

Felipe se virou para Rillian, com os olhos cheios de ódio. Felipe: Você não manda em mim, moleque!

Rillian: Eu mando sim. E se você não parar eu vou te tirar daqui à força.

Felipe, surpreso com a determinação de Rillian, hesitou. Ele sabia que Rillian estava falando sério. Sem dizer mais nada, Felipe saiu de casa, cambaleando pela rua escura.

Rose, ainda chorando, olhou para Rillian. Rose: Rillian, o que vamos fazer?

Rillian: Vamos sobreviver, mãe. E eu vou garantir que nunca mais passaremos por isso.

Após a noite do confronto, Felipe não voltou para casa por vários dias. Rose, embora preocupada, sentiu um alívio temporário. Rillian, por outro lado, viu isso como uma oportunidade de finalmente tomar o controle da situação, não que ele tivesse um genuíno interesse e amor pela mãe e irmãos, mas sim pelo desejo de ter a família em suas mãos.

Rose: (preocupada) Rillian, o que vamos fazer se seu pai não voltar?

Rillian: Não precisamos dele, mãe. Eu vou arranjar um jeito de cuidar de nós.

Rose olhou para Rillian, percebendo a frieza e a determinação nos olhos do filho. Ela sabia que ele estava mudando, mas não tinha forças para contestar.

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Rillian começou a trabalhar em uma loja de departamentos, trabalhava no estoque e ajudava no que podia. Ele usava o dinheiro que ganhava para contribuir no sustento da família, e também para investir em pequenos esquemas que ele acreditava que poderiam render mais no futuro. Rose vendia cosméticos de revistas, e assim iam sobrevivendo.

Lucas: (curioso) Rillian, por que você está sempre saindo à noite?

Rillian: (evasivo) Não é da sua conta, Lucas. Apenas faça o que eu digo e tudo ficará bem.

Lucas e Pedro começaram a perceber a mudança no irmão mais velho. Rillian estava se tornando cada vez mais distante e frio, focado apenas em seus próprios objetivos.

Depois de algumas semanas, Felipe voltou para casa, mais abatido do que nunca. Ele tentou retomar seu lugar na família, mas Rillian não estava disposto a permitir isso.

Felipe: Rose, eu sei que errei. Quero tentar de novo.

Rillian: Não, pai. Você já teve sua chance. Agora, é melhor você ir embora de vez.

Felipe olhou para Rillian, surpreso com a autoridade na voz do filho.

Felipe: Você não pode me expulsar da minha própria casa!

Rillian: Posso sim. E vou fazer isso. Se você não sair por bem, sairá por mal.

Rose tentou intervir, mas Rillian a impediu. Rose: Rillian, por favor, não faça isso.

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Rillian: Mãe, ele não vai mudar. E nós não precisamos dele. Felipe, vendo que não tinha mais controle sobre a situação, pegou suas coisas e saiu, deixando a família para trás. Com Felipe fora de casa, Rillian assumiu o papel de chefe da família. Ele continuou a trabalhar e a buscar oportunidades para melhorar sua situação financeira, mas sempre centrado em si mesmo.

Pedro: Rillian, você acha que o pai vai voltar?

Rillian: Não. E mesmo que volte, não vamos deixá-lo entrar. Nós somos melhores sem ele. Lucas e Pedro começaram a seguir o exemplo do irmão mais velho, aprendendo a ser independentes e a confiar apenas em si mesmos. Rillian, agora com dezoito anos, decidiu que era hora de sair de casa e buscar algo maior. Ele deixou a família sob os cuidados de Lucas, que já tinha idade suficiente para trabalhar e ajudar a mãe.

Rillian: Lucas, você cuida da mãe e do Pedro. Eu vou sair e encontrar uma maneira de nos tirar dessa vida.

Lucas: Rillian, você vai voltar?

Rillian: Talvez. Mas não conte com isso. Eu tenho meus próprios planos. Rillian saiu de casa, determinado a encontrar seu caminho e alcançar o sucesso a qualquer custo. Ele sabia que o mundo lá fora era cruel, mas ele estava preparado para enfrentar qualquer desafio.

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Ele encontrou um antigo amigo de escola, Márcio, que estava procurando alguém para dividir o aluguel de um pequeno apartamento em um bairro modesto de São Paulo. Márcio conseguiu uma vaga de Office boy para ele em um escritório de contabilidade e assim ele pode dividir as despesas do apartamento com o amigo.

Márcio: Rillian faz tempo que não nos vemos! Fiquei sabendo que você está querendo sair de casa, é verdade?

Rillian: Pois é, Márcio. Precisava começar algo novo. Como estão as coisas por aqui?

Márcio: Nada de muito emocionante. Trabalho como auxiliar administrativo em um escritório de contabilidade, estão precisando de um Office boy, posso conseguir para você, assim conseguimos dividir as despesas do apê. O salário é baixo, mas dá para sobreviver.

Rillian: (pensativo) Tô dentro, com o tempo procuro algo melhor, não quero passar o resto da vida contando moedas.

Algumas semanas depois, Rillian começou a perceber que Márcio tinha um estilo de vida que não condizia com seu salário. Márcio sempre tinha dinheiro para festas, roupas novas e tênis caros. Rillian decidiu confrontá-lo.

Rillian: Márcio, como você consegue bancar tudo isso com o salário de auxiliar administrativo?

Márcio: Rillian, você é meu amigo, então vou te contar a verdade e talvez possa te interessar entrar nesse esquema.

Rillian: E você ganha bem com isso?

Márcio: Muito mais do que no escritório. Se você quiser, posso te apresentar o pessoal. Mas tem que estar disposto a correr alguns riscos.

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Rillian: Estou dentro. Não vou passar a vida inteira sendo pobre. Márcio levou Rillian para conhecer a gangue. Eles se encontraram em um armazém abandonado, onde o líder da gangue, conhecido como “Cobra”, os esperava.

Cobra: Então, você é o novo recruta? Márcio falou bem de você.

Rillian: (confiante) Estou aqui para ganhar dinheiro. O que preciso fazer?

Cobra: Gosto da sua atitude. Vamos começar com algo simples. Você vai ajudar Márcio a fazer uma entrega hoje à noite. Rillian e Márcio saíram para fazer a entrega. Era uma pequena quantidade de drogas, mas o suficiente para Rillian sentir a adrenalina e o perigo da situação.

Márcio: Fique calmo e siga minhas instruções. Tudo vai dar certo.

Rillian: Estou pronto. Com o tempo, Rillian se envolveu cada vez mais com a gangue. Ele começou a usar drogas e a beber todos os dias, aproveitando o dinheiro fácil que ganhava. Sua ambição e ganância só aumentavam.

Márcio: Rillian, você está se afundando. Precisa pegar leve nas drogas.

Rillian: Relaxa Márcio. Estou no controle. E com o dinheiro que estamos ganhando, quem se importa?

Márcio: Eu me importo. Não quero te ver acabar mal.

Rillian: Eu sei o que estou fazendo.

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A vida de Rillian começou a desmoronar. Ele perdeu o emprego no escritório de contabilidade por faltar demais e por seu comportamento duvidoso. Sua relação com Márcio também começou a se deteriorar.

Márcio: (irritado) Rillian, você precisa se controlar. Está colocando todos nós em risco.

Rillian: (agressivo) Não me diga o que fazer Márcio. Eu sei cuidar de mim.

Márcio: Você está se destruindo, Rillian. E vai acabar destruindo todos nós junto.

Rillian: Se você não aguenta a pressão, então saia do meu caminho.

Com o tempo, Rillian começou a ganhar a confiança de Cobra e dos outros membros da gangue. Ele se envolveu em operações maiores, incluindo roubos e tráfico de drogas em maior escala. Sua ambição e ganância o impulsionavam a buscar sempre mais.

Cobra: (satisfeito) Rillian, você tem se mostrado um ativo valioso para nós. Estou pensando em te dar mais responsabilidades.

Rillian: (confiante) Estou pronto para qualquer coisa, Cobra. Quero crescer nesse negócio.

Cobra: (sorrindo) Gosto da sua atitude. Vamos ver do que você é capaz.

Enquanto Rillian subia na hierarquia da gangue, sua vida pessoal continuava a desmoronar. Ele se afastou completamente de sua família e perdeu contato com seus irmãos, Lucas e Pedro. Sua mãe, Rose, estava cada vez mais preocupada, mas Rillian não se importava.

Lucas: Mãe, você ouviu falar do Rillian?

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Rose: Não, Lucas. Ele não nos procura mais. Tenho medo do que possa estar acontecendo com ele.

Lucas: Vou tentar encontrá-lo, talvez ele precise de ajuda. A ganância de Rillian o levou a tomar decisões cada vez mais arriscadas. Ele começou a fazer negócios por conta própria, sem a aprovação de Cobra, o que gerou desconfiança e tensão dentro da gangue.

Cobra: (irritado) Rillian, não brinque com fogo, você não me conhece, não sabe do sou capaz.

Rillian: Não preciso da sua permissão para ganhar dinheiro.

Cobra: (ameaçador) Você vai se arrepender, não se esqueça de quem manda aqui. A situação chegou ao limite quando uma das operações de Rillian deu errado, resultando na prisão de alguns membros da gangue. Cobra, furioso, decidiu que era hora de dar uma lição em Rillian.

Cobra: (furioso) Rillian, você nos colocou em risco. Isso não vai ficar assim.

Rillian: Eu não tenho medo de você, Cobra. Faça o que quiser.

Cobra: Você vai pagar caro por isso, Rillian. E vai aprender a não desafiar a minha autoridade. Rillian foi emboscado por membros da gangue e espancado como punição por suas ações. Ele foi deixado à beira da morte, mas conseguiu sobreviver. Esse evento marcou um ponto de virada em sua vida.

Márcio: (preocupado) Rillian, você precisa sair disso. Eles vão te matar da próxima vez.

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